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Moda

Feirinha oferece moda e estilo da cabeça aos pés

Por Élida Maria

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Sandálias leves e coloridas encantam qualquer visitante

Vestidos, camisas, boleros e muitos acessórios. Na Ferinha da Rua do Bom Jesus, no Recife Antigo, é difícil não encontrar algo que chame atenção. A moda e o estilo próprio do local oferece diversas variedades artesanais que se enquadram nos mais diferentes gostos. De presilhas de cabelo a sandálias de couro, é possível realizar uma produção completa numa simples visita as barracas da localidade.

A produção dos produtos expostos a venda é realizada semanalmente pelos próprios vendedores e familiares. Aos domingos, as peças são comercializadas na ferinha sempre a partir das 14h. A vendedora Ruth Barreto que trabalha há três anos no local com vendas de roupas customizadas, explica um pouco sobre a produção das peças. “Trabalho com aplicação de flores de tecido, bordados e adereços em peças femininas. São 10 pessoas que me ajudam na fabricação das roupas. É algo bem artesanal, costumo dizer que é produção de fundo de quintal (risos)”… Na barraca de Ruth é possível encontrar peças que variam entre R$ 15 a R$ 35 reais.

Outro ponto de venda é o da barraca da vendedora e artesã Ana Tarraga. Ela se diferencia na ferinha por possuir apenas roupas e alguns acessórios feitos exclusivamente de tricô e crochê. Entre as peças expostas é possível encontrar desde broches que custam R$ 3 reais a boleros de R$ 50 reais cada. Os modelos variam de coloridos a neutros e há também camisas masculinas de tricô, que devem ser utilizadas para aquecer o frio. Apesar de possuir uma clientela fidelizada, Tarraga não limita a divulgação de seus materiais apenas na ferinha. “Tenho um público fixo de São Paulo, e comercializo também em outros lugares como na ferinha do Derby, Lagoa do Araçá e na Feneart”, explica a artesã.

DSC04003Mas a moda da ferinha não se resume apenas a roupas e adereços, quem vai ao local tem a opção de escolher o que pode calçar para combinar com o que já comprou. Na barraca do vendedor Paulo Santos que comercializa há oito anos no local, há sandálias de dedo, coloridas, em sintético e muitas outras alternativas. De modelo feminino ou masculino, as opções são muitas e o preço gira em torno de R$ 10 a R$ 30 reais.

Por possui tanta variedade e produtos com modelos únicos, a ferinha atinge públicos de diversas idades. A dona de casa Maria da Conceição, 80 anos, é um exemplo fiel que na feira não há idade para ser visitante. “Gosto muito de vir aqui porque além de encontrar peças bem regionais, é um local que persevera a nossa cultura”, diz Conceição. Já a jovem Ruth Pereira, 28, não cansa de visitar a ferinha. “No mínimo uma vez por mês venho comprar roupas, porque além de serem belas e terem um bom preço, os vendedores nos atendem muito bem”.

A grande característica da ferinha é o regionalismo forte, que está sempre exposto aos visitantes e curiosos. Para quem procura o que fazer nas tardes de domingo, a opção está aí. A cultura da moda se mistura com a criatividade de cada artesão, e o resultado só indo lá para ver a riqueza de valores do local.

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